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      M?es e filhos

      Ministério diz que sexo tardio é "único método 100% eficaz" contra gravidez

      Getty Images
      Imagem: Getty Images

      Carlos Madeiro

      Colabora??o para Universa, em Maceió

      10/01/2020 13h34

      Resumo da notícia

      • Ministério divulgou nota defendendo a inicia??o sexual tardia como estratégia de preven??o à gravidez na adolescência
      • "Essa política está sendo considerada como estratégia para redu??o da gravidez na adolescência por ser o único método 100% eficaz", diz o texto
      • A nota n?o traz detalhes sobre estudos científicos que apontam "resultados exitosos dessa alternativa"
      • Ainda segundo o ministério, o programa n?o irá se contrapor às políticas de estímulo ao uso de preservativos e outros métodos contraceptivos

      O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos divulgou nota hoje defendendo "os benefícios da inicia??o sexual tardia por adolescentes como estratégia de preven??o primária à gravidez na adolescência." Para justificar a campanha que pretende lan?ar, cita que existem estudos científicos que embasariam o tema —mas n?o traz qualquer detalhe sobre eles.

      "Essa política está sendo considerada como estratégia para redu??o da gravidez na adolescência por ser o único método 100% eficaz", diz o texto.

      Segundo o Ministério da Saúde, em 2017 houve 480.925 nascimentos de bebês com m?es entre 10 e 19 anos, o equivalente a 16% dos nascidos vivos. O número de casos de gravidez na adolescência tem tido queda nos últimos anos. Entre 2000 e 2017, a redu??o foi de 36%.

      A nota diz que existe um "relevante debate público", e o tema faz parte das ideias da implementa??o de política pública complementar com foco em aumentar a idade da inicia??o sexual.

      Na nota, o ministério afirma que existem estudos científicos que apontam "resultados exitosos dessa alternativa, considerando as vantagens psicológicas, emocionais, físicas, sociais e econ?micas envolvidas, sem que isso implique em críticas aos demais métodos de preven??o existentes."

      Entretanto, a nota n?o traz qualquer detalhe sobre esses estudos —ao final há apenas um link para uma matéria de um site intitulado "estudos nacionais, que cita três estudos internacionais.

      A pasta lembra que no dia 6 de dezembro realizou seminário preven??o da gravidez precoce no qual o tema foi abordado. "Como os estudos est?o sendo aprofundados e a política pública ainda está em constru??o, ainda n?o é possível apresentá-la em detalhes para a sociedade. Dessa forma, n?o há uma previs?o de quanto deve ser gasto e de quais a??es ser?o realizadas", diz o texto.

      Ainda segundo o ministério, o programa n?o irá se contrapor às políticas de estímulo ao uso de preservativos e outros métodos contraceptivos. "Será complementar", garante. "Ultrapassada a idade prevista, o fornecimento de métodos contraceptivos já é direito legalmente assegurado, assim como a educa??o sexual para o seu uso."

      O ministério também diz que quer ampliar os direitos de crian?as e adolescentes "com enfoque na valoriza??o da pessoa humana, fortalecimento da saúde emocional e conscientiza??o sobre os impactos decorrentes da vida sexual." "As abordagens variam de acordo com contextos regionais e as faixas etárias e socioecon?micas", completa.

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