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      CBF executa bloqueio e Vasco só registrará refor?os após pagar J. Henrique

      Atacante Jorge Henrique, hoje no Náutico, tem a receber cerca de R$ 1 milh?o do Vasco  - Dhavid Normando/Futura Press/Estad?o Conteúdo
      Atacante Jorge Henrique, hoje no Náutico, tem a receber cerca de R$ 1 milh?o do Vasco Imagem: Dhavid Normando/Futura Press/Estad?o Conteúdo

      Bruno Braz e Leo Burlá

      Do UOL, no Rio de Janeiro

      10/01/2020 17h59

      O Vasco está oficialmente impedido de registrar refor?os por seis meses. A CBF executou a decis?o proferida pela Camara Nacional de Resolu??o de Disputas (CNRD) em virtude da dívida de cerca de R$ 1 milh?o acumulada com o atacante Jorge Henrique desde 2018.

      O Cruzmaltino ainda teve a burocracia como aliada, já que mesmo com o decreto, o clube ainda se mantinha desbloqueado em fun??o do Departamento de Registros da CBF ter voltado de recesso somente na última segunda-feira (6).

      O setor da Confedera??o Brasileira de Futebol ainda precisou expedir o pedido e percorrer todo o tramite burocrático até a execu??o, o que levou alguns dias.

      Para novamente se ver livre e poder registrar seus refor?os, o Vasco precisará pagar o que deve a Jorge Henrique, que defendeu o Vasco entre 2015 e 2016 e que hoje atua no Náutico.

      Até o momento, a única contrata??o anunciada pelo Vasco foi a do atacante argentino Germán Cano, ex-Independiente Medellín (COL). Seu nome ainda n?o consta no Boletim Informativo Diário (BID).

      Procurado, o Cruzmaltino n?o se manifestou até o fechamento desta reportagem.

      Entenda o caso

      O UOL Esporte teve acesso à ordem processual no 2 e verificou os detalhes de todo o imbróglio jurídico. O primeiro acordo com Jorge Henrique foi feito em julho de 2018 e, a partir de dezembro daquele ano, o Vasco passou a descumpri-lo.

      Após as seguidas sinaliza??es de n?o pagamento por parte de Jorge Henrique, a CNRD emitiu a ordem processual no 1 — em novembro de 2019 —, aplicando uma advertência ao Vasco e exigindo que o clube cumprisse integralmente o acordo até 2 de dezembro de 2019.

      Quando chegou a data estipulada, o Cruz-Maltino, segundo o documento, solicitou o prazo adicional de cinco dias para o cumprimento da obriga??o e, em 10 de dezembro de 2019, o Vasco pediu mais 72 horas.

      No parágrafo 17 da ordem processual no 2, a relatora da CNRD, Ana Beatriz Macedo, reitera o esfor?o do órg?o em conceder tempo ao clube para que ele cumprisse o acordo:

      "(...) Ou seja, para além dos oito meses entre a apresenta??o do último comprovante de pagamento e a emiss?o da Ordem Processual no 1, a CNRD concedeu ao CLUBE praticamente mais um mês para renegociar ou encontrar meios para saldar a dívida. Apesar disso, 40 dias se passaram desde a intima??o da Ordem Processual no 1 sem que o CLUBE tenha realizado qualquer novo pagamento".

      Na decis?o, datada em 17 de dezembro de 2019, a relatora ressalta ainda que, se o Vasco n?o pagasse o valor integral a Jorge Henrique até o dia 20 de dezembro de 2019, a CNRD iria "aplicar ao clube a san??o de proibi??o de registrar novos atletas pelo período determinado de 6 meses", sugerindo que "a Secretaria da CNRD deve oficiar com urgência à Diretoria de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF para que bloqueie o registro de qualquer novo atleta pelo clube".

      Vasco