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      Líbano suspenderá proibi??o de viagem para Ghosn caso n?o receba processo

      24.abr.2019 - Carlos Ghosn deixa casa de deten??o em Tóquio após pagar fian?a de R$ 17,8 milh?es - Behrouz MEHRI/AFP
      24.abr.2019 - Carlos Ghosn deixa casa de deten??o em Tóquio após pagar fian?a de R$ 17,8 milh?es Imagem: Behrouz MEHRI/AFP

      Hoda Monem

      Em Beirute

      10/01/2020 16h06

      O Líbano pode suspender a proibi??o de viagens ao ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn caso os autos relativos ao seu caso n?o sejam enviados pelo Jap?o em 40 dias, informou em comunicado hoje o ministro interino da Justi?a, Albert Serhan.

      Ghosn fugiu do Jap?o para o Líbano, seu lar de infancia, no mês passado, enquanto aguardava julgamento por acusa??es de subnotifica??o de ganhos, quebra de confian?a e apropria??o indébita de fundos da empresa, todas as quais ele nega.

      Sua dramática fuga tem elevado as tens?es entre Jap?o e Líbano, de onde Ghosn criticou o sistema judiciário japonês durante uma entrevista coletiva de duas horas realizada na quarta-feira (8), levando o ministro do Jap?o a emitir uma rara e forte resposta pública.

      O Líbano n?o possui um acordo de extradi??o com o Jap?o.

      Em comunicado, Serhan disse que havia se encontrado com o embaixador Japonês no Líbano e reafirmado a importancia do relacionamento entre os dois países.

      Ele também disse que a esposa de Ghosn, Carole, será interrogada pelos promotores libaneses quando as autoridades receberem uma notifica??o da Interpol por ela.

      "Carole estará sujeita aos mesmos procedimentos que foram feitos (com Ghosn) quando o alerta vermelho for recebido da Interpol", disse o ministro no comunicado.

      Na ter?a-feira (7), promotores de Tóquio emitiram um mandado de pris?o por Carole em raz?o de um suposto falso testemunho relacionado à acusa??o de apropria??o indébita contra o seu marido.

      Uma porta-voz de Carole disse que ela tinha, voluntariamente, voltado ao Jap?o há nove meses para responder aos questionamentos de promotores e estava livre para ir sem quaisquer acusa??es, acrescentando que o mandado era "patético".

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